![]() O objectivo do MSP é criar ligações entre os melhores estudantes de tecnologias do país TEXTOS RELACIONADOS | Programa Microsoft Student Partners reúne 36 alunos de todas as universidades do país The special ones A Microsoft promoveu nos dias 19, 20 e 21 de Setembro em Póvoa de Lanhoso o primeiro encontro entre a equipa da edição deste ano da Microsoft Student Partners (MSP). O objectivo é estabelecer um elo de ligação entre os melhores estudantes de tecnologias do país e mostrar que estes jovens são capazes de fazer coisas grandiosas. Respira-se ar puro, o céu do norte está limpo e as montanhas aconchegam-nos. O dia começa cedo para os 36 universitários escolhidos pela Microsoft para integrar a nova equipa do programa Microsoft Student Partners. São jovens, dinâmicos e inovadores. É o grande dia das apresentações, todos se vão conhecer pela primeira vez, discutir ideias e criar projectos. Trilhar um caminho «Olá, eu sou o Nuno Martins, tenho 23 anos e estudo tecnologias da informação e multimédia na Escola Superior de Tecnologias de Castelo Branco. Posso dizer que sou um ‘party animal’». A gargalhada é geral, mas o Nuno não gosta só de festas. Foi recomendado pelos professores para integrar o Microsoft Student Partners (MSP), interessou-se pelo programa e aceitou. «Espero adquirir um conhecimento muito grande sobre as tecnologias Microsoft, conhecer pessoas de todo o país e criar eventos que me valorizem a mim enquanto estudante e enquanto futuro profissional», diz o Nuno. Tal como todos os outros jovens MSP, o Nuno também quer criar o seu projecto e fazer grandes coisas. O programa, aliás, permite essa troca de experiências entre todos os membros desta comunidade. César Mendes, gestor do Programa e antigo MSP, explica como. «Eles vão ter a oportunidade de receber conhecimento através de diversas ferramentas técnicas, mas também criar uma rede de contactos e transmitir esse conhecimento aos seus colegas». O Hugo Silva define-se como um ‘problem solver’ e é um exemplo de como estes estudantes podem transmitir esses conhecimentos. Tem 25 anos, estuda Engenharia Informática na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e quer ser um elo de ligação entre o programa e outros estudantes da sua faculdade. «Como MSP pretendo promover a tecnologia e alguns eventos de natureza lúdica na minha faculdade, fazer um esforço para que os alunos interessados tenham acesso a algumas conferências da Microsoft. Uma empresa de tecnologia que promova investigação e ligue a universidade ao cliente final. Uma Empresa Académica que promova estágios, e que tenha um departamento de investigação próprio», explica. Fazer coisas grandiosas O MSP é um programa mundial e está espalhado em cerca de 50 países. No entanto, as regras são diferentes para cada um deles. Em Portugal, a Microsoft desenvolveu um modelo que aposta numa componente social e de crescimento pessoal. A Filipa Moura estuda Engenharia Informática na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, está a fazer Erasmus em Viena e vai passar o primeiro semestre com um grupo de MSPs diferente em Viena. Mas o mais importante é que foi premiada pela Microsoft por ter criado um grupo de interesse na faculdade. «Eu e uns colegas criámos o Grupo Estudantil de Engenharia e Software porque achámos que era uma área que não era abordada como devia. Ao criar este grupo podíamos ajudar a preencher esta lacuna», conta a jovem. Mas a Filipa tem outros projectos. Tem desenvolvido várias acções de voluntariado na Ami, no Banco Alimentar Contra a Fome e na ANIMAL. Aliás, é nessa área que ela pretende continuar a desenvolver trabalho. «Tenho algumas ideias ainda em estado embrionário, mas quero relacioná-las com a preservação do ambiente ou protecção animal. Quero aliar a protecção do ambiente e da vida animal com a tecnologia da Microsoft». Sou um MSP. E agora? Mas ser um MSP não se resume apenas a criar projectos. Há que desenvolvê-los e fazê-los crescer para além dos muros da faculdade. O Nuno Silva foi escolhido para liderar os MSP que se reúnem hoje, motivá-los e ajudá-los a traçar metas para alcançarem os seus objectivos enquanto futuros profissionais. «O Lead é um MSP que já está no segundo ano e foi escolhido para ajudar a organizar o resto da equipa. Dividimos os Leads por zonas geográficas – norte, centro e sul – e vamos manter os MSP’s dessas zonas em contacto uns com os outros para os ajudar a colocar as suas ideias em prática», explica o aluno da Universidade de Beja. Depois de ter sido MSP pela primeira vez, o Nuno percebeu que havia novas oportunidades que começavam a surgir. «Reparei que o programa me abriu muito as portas. Tive oportunidade de fazer apresentações para colegas e professores da minha escola e de outras, visitei o Sapo a convite da PT e tive a oportunidade de discutir algumas ideias sobre os produtos Microsoft para profissionais dos EUA com uma posição bastante considerável na área das tecnologias», conta, orgulhoso. A Microsoft desempenha um papel fundamental na criação destas novas oportunidades junto dos jovens, como explica Vítor Santos, membro do corpo académico da Microsoft. «A Microsoft tem dificuldade em comunicar com estudantes por ser uma empresa grande. A mais valia é que o MSP nos ajuda a comunicar com os estudantes e eles vão abrir um canal de comunicação junto dos outros. A segunda mais valia é a possibilidade de identificarmos estes talentos e mais tarde virmos a recrutá-los ou recomendá-los para outras empresas parceiras. Os projectos são analisados e podemos até apoia-los financeiramente». 01.10.2008 |
comentários
Olá Nuno! O MU pede desculpa pelo lapso. Muito obrigado pelo reparo. Como poderás constatar, já fizemos a correcção no texto. Abraço. :)
Oi Eu sou o Nuno Martins, é para corrigirem o erro, é que não sou de Viana do Castelo, e sim de Castelo Branco. Bom artigo :) :P









