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FESTIVAL. De 29 de Julho a 1 de Agosto acontece a 18.ª edição do Paredes de Coura
Começa hoje o Festival de Paredes de Coura
A edição de 2009 leva o festival de Paredes de Coura à idade adulta. Em 18 anos já passaram por lá nomes como Sex Pistols, The Cramps ou Bauhaus. Nomes sonantes da história da música contemporânea a tocarem ao lado das melhores novidades que têm enchido edições anteriores naquele que é considerado o festival mais alternativo de Portugal. Este ano corre sem grandes novidades do panorama musical, mas ainda assim com muita música para descobrir e nomes bem conhecidos como Patrick Wolf, Franz Ferdinand, Nine Inch Nails ou os The Hives.
Por José Frazão Reis | info@mundouniversitario.pt
29 de Julho: IRREVERÊNCIA LONDRINA
O músico britânico oriundo do sul de Londres, Patrick Wolf, encabeça o cartaz para o primeiro dia da festa. Com quatro Lps de originais, a sua música pisa terrenos que vão do Romantic-Folk até ao Techno-Pop. Sendo um reconhecido e multifacetado instrumentista, Patrick Wolf é também conhecido pelo seu temperamento provocatório. Através do Twitter, o cantor tem confessado aos fãs, as suas fantasias românticas com Mick Jagger. Um génio e um louco para um concerto a não perder.
No mesmo dia tocam vindos de Austin, Texas, os The Strange Boys, que soam a uns Beach Boys rufiões ou a um Bob Dylan de garras afiadas.
Depois de terem estado no palco secundário do festival no ano passado, os portugueses Sean Riley and The Slowriders regressam a com um trabalho novo ainda em fase de promoção, ‘Only Time Will Tell’, desta vez no palco principal.


30 de Julho: O CHARME DO ROCK ESCOCÊS
De volta a Portugal estão os quatro grandes de Glasgow, Paul Thomson, Alex Kapranos, Nick McCarthy e Bob Hardy que em conjunto se apelidam de Franz Ferdinand. Sendo das maiores referências do Indie-Rock contemporâneo, onde com muita criatividade e alguma facilidade, têm disparado divertidos vídeos, atirando lixo a alguma burguesia cultural, são a grande atracção do dia.
Antes dos escoceses, tocam os britânicos Supergrass, banda formada em Oxford em 1991. Com influência diversas que vão desde os Buzzcocks aos Kinks e com 7 Lps de originais de onde tiraram singles como ‘Alright’, ‘Pumping on Your Stereo’ ou ‘Mary’ os Supergrass são um excelente colectivo ao vivo que prometem agitar o anfiteatro natural de Coura.
Outra banda de Londres a pisar o palco principal, são os the Horrors que trazem a Portugal um novo Lp, ‘Primary Colours’, e que pisa os primórdios do New-Punk em cores de Joy Division.
Com um primeiríssimo Lp que tem feito as delícias da crítica internacional e apontados como uns possíveis novos The Smiths, surgem os The Pains of Being Pure at Heart. Do lado do horizonte Norte Americano, mais propriamente de Nova Iorque. E muita curiosidade a banda anda a despontar também por terras lusas.
Da distante e tórrida Austrália chegam os The Temper Trar com um som influenciado no frio do Canadá em bandas como os Broken Social Scene e os Arcade Fire, com um novo Lp ‘Conditions’ laçando no início deste ano.

31 de Julho: PREGOS EM PAREDES
O Rock Industrial puxado pela locomotiva a vapor, Nine Inch Nails, transporta até Paredes mais de vinte anos de uma carreira a refrescar a máquina do Rock Alternativo sem nunca a manobrar nas margens do Mainstream. Agora, a máquina chega para se olear e refrescar nas margens do Tabuão onde, sedentos de um sinal de fumo, milhares de fãs aguardam a voz de Trent Reznor junto da estação.
Outro momento muito esperado é o de ver a tensão sexual libertada num concerto e que tem em Merrill Beth Misker aka Peaches, uma voz nesse sentido e que vai já sendo um habitué por terras nacionais. O Electro-Clash desta canadiana ganha uma energia em palco como pouco se vê por ai. Com cinco Lps de originais já editados, esta menina que se transforma completamente em palco perante o público, já viveu do silêncio, pois antes de se tornar artista trabalhava como bibliotecária.
Com um Pop-Rock simples quase a roçar o Mainstream recebe o cartaz o nome de Portugal the man, banda que de nacional só tem o nome, já que são oriundos de Wasila, Alaska, nos Estados Unidos da América. Antes toca o Pós-Punk aguerrido dos Blood Red Shoes, banda britânica que estranhamente também soa um pouco a Seattle.
Finalmente de Portugal, ali de Braga e com um nome português, os Mundo Cão dão dois passos e estão no festival para abrir o palco principal no terceiro dia com o seu Rock arranhado em português.

1 de Agosto: PUNK E GLAMOUR NA DESPEDIDA
O Punk nórdico dos suecos The Hives, tornou-se graças a trabalhos como Barely Legal
e Veni Vidi Vicious um caso mediático com uma legião de fãs, com sede em Estocolmo inicialmente, mas que se expandiu até aos confins do mundo. E um desses cantos do Mundo tem telhados nas margens do Tabuão onde a banda actua para seus discípulos tendo no cartaz as letras gordas para o dia de encerramento do festival.
Quando saíram para as ruas os Lps ‘His ´n` Hers’ e ‘Different Class’ nascia com os Pulp um ícone do Glam-Rock com o nome de Jarvis Cocker. Era como se os Roxi Music tivessem renascido das cinzas e se adaptassem à vertente New-Wave. O músico de Sheffield soube adaptar-se a uma carreira a solo, sem os Pulp, que tem levado a cabo com alguns altos e baixos de inspiração como se poderá provar com a sua presença em palco.
Um dos projectos mais interessante a actuar em 2009 em Paredes de Coura, chega de Londres carregado de psicadelismo, os Howling Bells. Antes tocam os repetentes The Rigth Ons, trovadores espanhóis que caíram num Rock-Fm que muito se ouve em bandas Mainstream norte-americanas.
Abre o palco no último dia Manel Cruz com os seus convidados no projecto Foge Foge Bandido.
23.07.2009
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