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La La La Ressonance. O seu segundo LP, ‘Outdoor’, uma fusão entre o jazz, o rock e a música experimental.
UM MURRO NO ESTÔMAGO
Pode-se facilmente chegar à conclusão que os La La La Ressonance são o envelhecimento e enriquecimento da casta The Astonishing Urbana Fall e que, ao segundo registo, ‘Outdoor’, o resultado é uma música adocicada entre o jazz, a pop, o rock e a música experimental. Amanhã dão espectáculo no Teatro Aberto com os Noiserv.
Por José Frazão Reis | info@mundouniversitario.pt
Embora o mercado discográfico já conheça estes aromas musicais em bandas como os Dif Juz, Durruti Column ou os norte americanos Tuxedo Moon, por terras portuguesas há muito que não se apostava em vertentes musicais que explorassem o som de uma forma tão intensa e tão erudita.
É talvez menos experimentalista do que o primeiro registo, ‘Palisade’. Este ‘Outdoor’ é um trabalho onde a banda se autodisciplinou, para introduzir novos elementos sonoros, e para que o resultado fosse um disco mais solto, mais agressivo e onde as sonoridades continuassem a fazer sentido, como explica Simão (baixo eléctrico, acústico e fretless, guitarra eléctrica e acústica, teclas, bateria, percussão, sampling e programações).
«Acho que o primeiro álbum sempre seguiu um pouco essa matéria experimental, neste disco diria que fomos obrigados a disciplinar um pouco isso, havia um espaço mais destinado à improvisação que nesse disco. Teve que ser um bocadinho dominado porque havia essa intenção de incluirmos um saxofone para o qual tivemos que escrever música num sentido mais clássico da escrita da música, talvez até seja menos experimentalista que o primeiro álbum.»

Um disco reguila
O resultado foi uma colheita premium à qual a banda pode vir a dar outro formato no futuro, pois deste engenho sonoro a banda pode não encontrar um lar fixo, outras correntes podem vir a ser exploradas. E tal como a banda evoluiu de uma banda de estúdio para uma banda de palco, os registos em estúdio também conhecem uma mutação, embora carreguem sempre os genes dos registos anteriores. Simão explica: «O que mais nos agrada talvez seja mesmo isso, esse discurso directo, esse murro no estômago que este disco tem e que o primeiro não tinha - era mais abstracto, muito irónico, mais misterioso. Este disco é um bocadinho o irmão gémeo reguila do primeiro, é um disco mais maroto, mais sugestivo até mais transgressor em alguns aspectos, esse é o ponto forte para nós.»

A mensagem possível
A mensagem musical nem sempre tem que ter algum sentido em concreto, e num álbum que contempla apenas temas experimentais, a mensagem pode ser meramente artística. «Uma mensagem directa diria que não, mas claro que existe uma mensagem, essencialmente abstracta e artística, não há propriamente nada que queiramos dizer em discurso directo. Mas a mensagem também pode estar na amálgama de destroços que a banda monta como peças de lego e na qual busca um sentido musical onde se possam identificar.»

Que som é este?
Os elementos da banda falam linguagens diversas. «Há gente de um universo de música erudita, do jazz ou do rock, há grande estouro e depois o que tu vês é um incêndio e respectivos estilhaços e tentar perceber onde é que está o Opel, o Volkswagen ou o BMW. Está tudo misturado e é difícil nesse sentido definir a banda.» A gestão desta fusão musical passa por uma expansão para a qual os La La La Ressonance mostram ter o radar afinado, e um lugar de destaque e sem grande concorrência no actual panorama nacional.
07.12.2009
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