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Estudar na Austrália. Descobre uma empresa cuja especialidade é encontrar a melhor escola para ti na terra dos cangurus.
Queres ter a experiência da tua vida?
Achas que ficar por cá nestas férias pode ser a coisa mais aborrecida do mundo, já que os teus amigos foram cada um para seu lado? Que tal aproveitares para aperfeiçoar o teu inglês... na Austrália? Apetece-te celebrar o fim do curso a curtir os festivais de norte a sul, mas depois não sabes bem se queres começar a procurar trabalho? Que tal aproveitares para ir tirar um master... na Austrália? Miguel Covas é a ‘cabeça’ da empresa que te põe no avião com o visto na mochila.
Por Raquel Louçã Silva | rsilva@mundouniversitario.pt
Miguel, como é que te envolveste neste projecto?
Foi fácil. Partiu tudo muito da minha experiência pessoal. Tinha acabado de perder o emprego e queria sair do país para dar uma volta, enquanto aproveitava para melhorar o meu inglês. Pensei nos Estados Unidos, mas um amigo recomendou-me a Austrália, que até à data não me tinha passado pela cabeça. Fiz uma pesquisa na Internet e afastei logo a hipótese dos EUA, porque indo para lá com visto de estudante não é permitido trabalhar, enquanto na Austrália isso é possível. Ou seja, eu podia estudar inglês na Austrália e, ao mesmo tempo, trabalhar para ajudar a suportar os meus custos de vida.

Esta ajuda às pessoas no que toca à preparação da viagem que agora fazes, na altura não havia. Fizeste tudo sozinho?
Sim, sim. Em Agosto de 2005 decidi ir. Investiguei escolas de inglês que tivessem uma pessoa portuguesa, descobri uma e, durante um mês, ligava-lhe a fazer todas as perguntas possíveis. E lá fui eu para uma escola melhorar o meu inglês. Fui no dia 17 de Outubro. No dia 31 fui procurar emprego e no dia 1 de Novembro estava a trabalhar. Trabalhei dez horas a receber dez dólares por hora, portanto, naquele dia ganhei 170 dólares, o que me pagava toda a minha estadia durante aquela semana.

Quanto tempo ficaste?
Foi um ano. Fui para lá estudar só quatro meses, mas o tempo passou a correr e quando dei conta já estava no final do visto e pensei… ‘Não vou voltar para Portugal, nem pensar!’ E lá arranjei maneira de ficar, só voltei por questões familiares.
Entretanto já estava dentro deste negócio de estudar na Austrália. Comecei a trabalhar como gestor, negociava com os agentes americanos e europeus e percebi que não havia nenhum agente em Portugal nem em Espanha. Aliás, havia poucos na Europa. Então quando voltei deram-me a oportunidade de abrir um negócio destes e aceitei, porque era uma forma de levar pessoas a viverem algo parecido ao que foi a experiência da minha vida. Estar na Austrália é estar constantemente em contacto com pessoas de todo o mundo. E foi assim que abri aqui uma agência.

Em quantos países está a Information Planet?
Já está em 11 países. Com cursos para a Austrália [e muito recentemente para a Dinamarca também]. E estamos a pensar também no Canadá e Nova Zelândia.

Quanto tempo antes de ir é que é preciso começar a tratar das coisas?
Bom, atendendo ao mercado português, que é um mercado completamente virgem em que as pessoas não têm a mínima noção daquilo que vão encontrar na Austrália, de como vão para lá, que escola escolher... digamos que existe um processo inicial de adaptação à ideia. As pessoas vão para casa pensar e, às vezes, só aparecem cá um ano depois. Depois depende do objectivo de cada um. Há uns que vão aprender inglês, que querem sair de lá com um inglês perfeito e depois até acabam por continuar e fazem um master. Outros vão fazer cursos técnicos em restauração, informática... Também há os que vão para a Austrália apenas trabalhar. Estamos a falar de um país que precisa de imigrantes para trabalhar. Nesse caso fazemos o feedback para a nossa agência de imigração australiana, porque só empresas credenciadas pelo Governo australiano podem tratar desses processos.
A nossa missão é proporcionar experiências de vida. Nós só temos uma vida… Porque não ir ver como é que é viver do outro lado do mundo?

Mas vocês não podem garantir às pessoas que elas vão conseguir arranjar trabalho… Como é que o processo acontece?
Nunca, claro que não. Nós não damos garantias, mas damos todas as ferramentas, toda a informação para ajudar as pessoas a encontrar trabalho. A verdade é que na Austrália só não trabalha quem não quer. Eu não conheço ninguém que queira trabalhar lá e não consiga.

Há um tempo mínimo e máximo para ficar?
As pessoas podem ir o tempo que quiserem. Há pessoas que vão só estudar, não querem trabalhar, e, nesse caso, até podem ir com visto de turista de dez semanas. Agora, com esse visto não podem mesmo ficar mais do que 12 semanas. Por isso as pessoas normalmente optam pelo visto de estudante, que já vai permitir que arranjem trabalho. Se bem que com algumas limitações, porque se a pessoa está em aulas só pode trabalhar um limite de horas mas se, por exemplo, estiver de férias, pode trabalhar sem limite.

E quanto ao alojamento?
Nós damos várias opções. Existe o homestay, um sistema em que se fica em casa de uma família australiana e já inclui refeições; o backpacker, em que se fica alojado num hostel e que normalmente funciona para curtas estadias; e o share accommodation, que são casas onde vivem estudantes de todo o mundo.

E depois de as pessoas irem?
A nossa ligação com o estudante prolonga-se até ao último dia de aulas. Trabalhamos com uma agência de viagens, trabalhamos com escolas, com agências de seguros e, como angariamos milhares de estudantes por ano, a nossa oferta de serviços acaba por ter preços mais baixos. O estudante, indo só por si, raramente consegue os preços que nós oferecemos. Também é essa a nossa grande vantagem.

Sentes que a procura está a aumentar?
Completamente. Obviamente que o contexto económico ajuda. Mas o nosso objectivo não é esse, não é dar uma alternativa às pessoas porque o nosso país está mal e existe ali um país que poderá estar melhor. Nada disso. A nossa missão é outra, é dizer: ‘Vamos ter a experiência da nossa vida!’ Não quer dizer que a gente vá para lá estudar e fique a trabalhar e a viver para sempre. Abram os olhos, vamos experimentar novas coisas. Isto é bom para as pessoas que vão e é bom para Portugal, porque este pessoal que está a ir embora um dia há-de regressar e com mais informação.
24.06.2010
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comentários
de Mundo Universitário...
Olá Ricardo. Podes entrar em contacto com a Information Planet através do seguinte endereço : info@informationplanet.pt. Entretanto, para saberes tudo sobre esta experiência vai a <a href="http://www.informationplanet.pt"> www.informationplanet.pt</a>.
02-07-2010 10:38

de Ricardo...
Como entro em contacto com este senhor? se me puderem dara lguma informacao agradecia. aqui fica o meu mail: ricardo21porto@hotmail.com
02-07-2010 03:03

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