![]() | Programa Mais Sucesso/Fénix A Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica fomenta sucesso no ensino básico através de seminário nacional. Dia 15 de Julho, em Lisboa, a Ministra da Educação vai encerrar o seminário organizado pela Faculdade de Educação e Psicologia, cujo objectivo é melhorar as práticas educativas. Durante o seminário vão ser apresentados os resultados do primeiro ano do projecto ‘Mais Sucesso/Fénix’, uma parceria entre o agrupamento de escolas de Beiriz (Póvoa de Varzim) e a instituição universitária, que está a ser monitorizada através do Serviço de Apoio à Melhoria das Escolas (SAME) da FEP. A sessão tem início às 9h30 e vai contar com a presença de António Leite, director da DREN, que dá a conhecer a origem do projecto Fénix, e de Roberto Carneiro, cuja intervenção versa sobre o tema ‘Organizar a escola para o sucesso educativo – caminhos para a acção’. O seminário decorre no Campus Palma de Cima, nas instalações da Universidade Católica Portuguesa em Lisboa. 14.07.2010 |
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"Nada te posso dar que já não exista em ti mesmo. Não posso abrir-te outro mundo de imagens, além daquele que há na tua própria alma. Nada te posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu te ajudarei a tornar visível o teu próprio mundo, e isso é tudo".
(Hermann Hesse)
Quando me falaram no Projecto Fénix e me ligaram a ele não fazia ideia do que era, pensei: mais trabalho para ficar tudo igual. Depois de um ano com este Projecto delicio-me ao pensar que tive o privilégio de conhecer finalmente algo que ajudou os alunos e nos ajudou a nós, professores.
Realmente bem concebido o nome Fénix pois, é um símbolo de renascimento espiritual. Na China antiga a Fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Adjectivos que vão tentar solucionarem o drama e o insucesso escolar.
O sistema, isto é toda a comunidade escolar não foi capaz de motivar, reter os alunos e fazer com que tivessem êxito. O desafio é gigantesco já que todos os casos individuais se tornaram problemas sociais.
A escola não está preparada para a mudança. Os alunos com menos recursos seriam quase excluídos à partida, ficariam para trás, Holligshead, afirmou que os mais desfavorecidos norteam-se por objectivos a curto prazo ou seja o presente, o que entrava em contradição com os objectivos visados pela educação, que são a longo prazo. Também os professores entram numa letargia em relação às turmas: muitos alunos, muitas dificuldades, baixas expectativas, métodos de ensino, recursos didácticos, técnicas de comunicação inadequadas às características da turma ou de cada aluno. O número excessivo de alunos com dificuldades numa turma põe em causa o sucesso educativo. É difícil recorrer a todos duma forma igualitária, não tarda que alguns se sintam corpos estranhos contribuindo para um desfasamento interior em que uns avançam e outros ficarão para sempre na retaguarda. O próprio professor também se desmotiva dando umas aulas mecanicistas em que vomita matéria, começam-se a criar baixas expectativas e cansaço em todos. O processo individualizado e virado para cada aluno será posto de parte, humanamente não é possível...o insucesso instala-se e os exemplos abundam, é aqui que entra o Projecto. Centrado no indivíduo o projecto Fénix divide as turmas em ninhos (grupos pequenos dentro das turmas) em que alunos ou com muitas dificuldades ou sem elas se juntam para o sucesso. São turmas com homogeneidade relativa. Quero dizer, os ninhos podem ser de bons alunos ou de alunos com mais dificuldades; pretende-se que estes tenham expectativas idênticas e dentro da sua especificidade os professores irão fazer percursos individuais para que estes aprendam duma forma diferente, duma forma livre, duma forma em que serão responsáveis pelo seu próprio sucesso. O professor será um orientador, um espectador informado revelando um papel primordial no ensinar a aprender, no ensinar a estar, no passar a informação duma maneira descontraída mas bastante trabalhada.
Por tudo isto os professores Fénix têm que ser tolerantes e gostar do desafio de trabalhar com alunos que muitas vezes não têm esperança, que os pais também não têm esperança neles e a quem a escola já não tinha resposta a dar.
Novamente me sinto útil, importante, realizada, vejo resultados naquilo que faço e isso deixa-me mais motivada. Certas coisas são incrivelmente inexplicáveis. Por exemplo: tocar a campainha e dez alunos correrem para me segurar dizendo: "não, você não vai sair.". É absurdamente indescritível a sensação...
Obrigada Professor Matias Alves e Dr.ª Luísa Moreira
Isabel









