Editorial - E no próximo sábado é Dia do Estudante
«Ah que saudades tenho dos tempos de estudante» é chavão conhecido. Frase batida para quem estuda e tem de levar com uma cambada de chatos a papaguearem sem parar. Seja como for, esta inveja saudável da vida de estudante há-de ter razão de ser.

E sabem que mais? No próximo sábado é, nada mais nada menos, do que o Dia do Estudante. A efeméride é de tal forma especial que merece até que levantemos um pouco o véu aqui da redacção (talvez ajude a perceber o tal chavão!).

É tudo gente muito jovem e, apesar de ainda ninguém ter cruzado a barreira dos 30, já trocámos a rotina dos exames pela do horário de trabalho. Excepção feita a um elemento. E a verdade é que a diferença nota-se.

Cada vez que ela (é uma ela o elemento que é excepção) entra pela redacção vinda das lides académicas e acena um fresco “Bom dia!”, nós, com os olhos cansados do computador e presos em papéis por todo o lado, trememos. Não é por mal, mas trememos durante para aí uns belos três segundos.

Aquela frescura traz-nos flashes saborosos. Aulas que se mataram porque naquela manhã os olhos não se quiseram abrir. Tardes de esplanada que chegaram a prolongar-se noite fora porque se estava bem ali e havia tempo para estar onde sabia bem. Noites intermináveis de festa, atrás de noites intermináveis de festa sem tempo para sentir cansaço. Aquela frescura lembra-nos a leveza que se sente no corpo quando se vive com a liberdade de não ter de fazer muitas concessões. E é aí que sabe bem dizer «Ah que saudades tenho dos tempos de estudante!»

À comunidade estudantil que nos acompanha, ficam os votos de um Dia do Estudante feliz. Melhor, de uma vida de estudante feliz. Aproveitem tudo o que há para aproveitar que nós ficamos aqui a morrer de inveja. Inveja saudável, pois claro, porque somos do bem.
Por Raquel Louçã Silva | rsilva@mundouniversitario.pt
19.03.2007
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