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Pode parecer que estamos a sair de um filme de ficção científica, mas aqui o objetivo é maximizar o treino com a ajuda de elétrodos que estão espalhados pelo fato. Sabe mais em http://www.rapidfitwell.pt
Bem-estar
Acabou-se a desculpa do ‘Não tenho tempo para ir treinar’
Essa desculpa é tão do século passado! Treinar é cada vez mais fácil e rápido. Para comprovar, o mu vestiu o fato-de-treino e foi até Campo de Ourique conhecer um dos centros Rapid FIT&WELL que tem um objetivo: potenciar o exercício físico com recurso à eletroestimulação muscular. Em 20 minutos.
Por Catarina Poderoso | CatarinaPoderoso@mundouniversitario.pt
Ao marcar o treino, do lado de lá do telefone aconselharam: “traga roupa justa e de algodão”. Um pouco sem perceber porquê, assim o fiz. No local (Rapid FIT&WELL de Campo de Ourique) e hora marcada (hora de almoço, já que não há tempo a perder!), lá fui experimentar treinar de “fato”... mas não de gala. A primeira reação, confessamos, foi de “mas o que é isto?” Quando dei por mim, estava numa espécie de “dança contemporânea” que envolve o “vestir” o fato, sempre com a ajuda de um Personal Trainer, no meu caso o Hugo Gonçalves, que, aqui, vira também uma espécie de eletricista. O instinto de sobrevivência coloca a pergunta que importa: “Não vou apanhar nenhum choque, não?” Claro que não. Mas já lá vamos. É-nos apresentada a máquina, “muito prazer”, e começa a “afinação” do fato. Este fato é ligado a um computador que tem as potências de cada um dos elétrodos divididas por grupos musculares (como é feita a eletroestimulação muscular), elétrodos esses que estão espalhados pelo fato (daí a roupa de treino ter de ser justa e de algodão, para permitir um contacto mais preciso com o músculo). Cada elétrodo tem a sua potência, que é escolhida consoante a vontade, sensibilidade e/ou patologia de cada utilizador: “Estou a sentir vibrar na omoplata”. Ao que o Hugo, que agora já era uma espécie de afinador de pianos a calibrar as potências, respondeu: “A máquina só trabalha os músculos, estás a sentir vibrar no trapézio.” Aulas de anatomia não eram o meu forte, confesso. Ligada à máquina e pronta para trabalhar, começo a notar que, afinal, a coisa “é séria”. Não nos limitamos a estar de fato vestido a receber impulsos. Nada disso. É um treino que pode envolver de tudo: TRX, pilates, kickboxing, cardio, crossfit, etc., com o fato a potenciar cada exercício. Foram 20 minutos intensos que deixaram os óculos desta que vos escreve a precisarem de um pára-brisas! No final, sim, são 30 segundos de relaxamento a receber impulsos suaves, numa espécie de palmadinhas de “bom esforço” espalhadas pelo corpo.

Mas, afinal, o que é?
A eletroestimulação muscular é utilizada há mais de 100 anos na fisioterapia e trata-se de impulsos artificiais que são dirigidos ao músculo. Por isso, esta nova/velha tecnologia permite trabalhar aproximadamente 350 músculos do corpo em simultâneo, resultando numa redução do tempo de treino para os 20 minutos. Ou seja, mais músculo em menos tempo, o que quer dizer que já não tens desculpa da falta de espaço na agenda para ir treinar!
Como a eletroestimulação trabalha tanto os músculos de uma só vez, há uma aceleração do metabolismo e isso sente-se nas 24/48 horas seguintes, o que faz com que, mesmo após o treino, pode-se continuar a queimar até 1.500 calorias.
01.03.2017
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