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Missa negra na Sala Tejo com os suecos Ghost
No passado sábado, e em fim-de-semana de Páscoa, houve missa negra na Sala Tejo da Meo Arena, muito culpa dos Ghost.
Por Catarina Poderoso | CatarinaPoderoso@mundouniversitario.pt
A teatralidade exigida para uma banda com um vocalista de nome Papa Emeritus III e que, como o nome, se veste de Papa, não deixa enganar: este vai ser um espectáculo para mais tarde recordar.

E foi.

Se vieram apresentar o novo álbum “Popestar”, a banda sueca continua a trazer já grandes hinos consigo, como “He is” que, ao som dos primeiros acordes, fez a Sala Tejo parecer descer até ao Inferno de tão quente que ficou.

Se o carisma do vocalista é indiscutível, se guia as hostes como ninguém, os Nameless Ghoul parecem demónios irrequietos que, acima de tudo, nota-se estarem a tocar com um gosto enorme. O que em bandas que já começam a ganhar nome, por vezes é difícil de encontrar.

Luzes, vitrais, fumo, um cheiro a incenso constante e improvável num concerto de metal, confetes e encores que nem o chegaram a ser pois "Já sabem que vamos tocar mais uma música, certo?", interrogou Papa Emeritus III depois do que parecia ser o fim do concerto.
É uma máquina bem oleada, a que os Ghost levam consigo e trouxeram nesta sua segunda visita a Portugal. E ainda bem. Afinal, missa que é missa é preparada de antecedência!
18.04.2017
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