«NÃO QUERO PARAR»
Não há velhinha maldisposta nem brigada de intervenção que o intimidem. André Pereira, de 21 anos (aluno do 4º ano de Engenharia Electrotécnica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa), assegura ao mu que vai praticar a modalidade «até não aguentar mais».
A senhora idosa de Telheiras que persiste em massacrá-los quando ali treinam – «num espaço público!», adverte André – ou «aquela vez em Almada», em que alguém chamou a polícia para os dispersar, não são suficientes para demover um verdadeiro fã.
Pratica o parkour há quase dois anos, o que lhe garantiu a participação em várias reportagens...e até demonstrações na série Floribella. «Para avivar os cenários», diz ele. Mas os protagonismos são secundários.
O importante é o «espírito de entreajuda, a autoconfiança e a superação dos medos» que promove. Mas afinal para onde vai esta modalidade? «Noutros países não se sabe, aqui muito menos!», refere.
No fundo, isso também não é relevante. «Só sei que não quero parar», adianta. Para quem ficou interessado, aconselha-se uma visita a parkourpt.com.